Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro

De acordo com reportagem do Jornal O Globo, do dia 22.4.2018, após a prisão de cinco dos setes conselheiros no ano passado, as análises das contas ficaram mais rígidas. Ao final de 2017 quatro bilhões de reais deixaram de ser gastos em 66 editais de licitação cancelados após o TCE-RJ flagrar algum tipo de irregularidades.

Há também às concorrências em que o TCE-RJ conseguiu redução de custos em municípios e no governo do estado. Os valores poupados em gastos suspeitos cresceram 90,7%; 65 milhões e setecentos mil reais para 125 milhões e trezentos mil reais em 2016.

Ainda de acordo com a Reportagem, outro aspecto que revela as mudanças no Tribunal está relacionado à rejeição de contas de prefeituras. O levantamento do Jornal O Globo mostra que o número de cidades com parecer prévio contrário à aprovação de suas finanças disparou desde a prisão dos conselheiros. Na rodada de julgamento de 2016, ainda em curso, já foram reprovadas as prestações de 51 dos 69 municípios foram reprovadas.

De acordo com as conversas reservadas, fontes ouvidas pela Reportagem, antes das prisões a influencia política no órgão podava, na prática, o trabalho de fiscalização.

“ O Tribunal não tem vínculos tão grande com a classe política como na gestão anterior. Os conselheiros são oriundos da área técnica, não do compadrio político. Antes das prisões, quase não existiam pessoas motivadas para trabalhar. Era um ambiente muito opressivo para quem queria fazer uma ação técnica. Vários dos nossos trabalhos foram usados não para o interesse público, mas para agradar a interesses desses conselheiros. Ou para criar dificuldades e vender facilidades depois, ou para perseguir um determinado grupo político” afirmou um servidor.

In:

Jornal O Globo

22.4.2018