O quê temos para nos orgulharmos?

 

O argumento implícito que escrever sobre qualquer assunto significa algo de concreto no tocante a realidade política de um país longe está de ser verdade, apesar da lógica inerente interpretativa suposta em tal argumento, é a atual ideia das ‘fakesnews’. As pessoas que leram mais de dez livros na vida lembram-se da lógica murmurada pelos cantos deste Brasil que sugeria duas possibilidades para compreendê-lo. Cercar ou Murar eram as possibilidades faladas com  certo sorriso sarcástico de quem pronunciava. Não representava nada, mas estimulava uma cumplicidade recíproca.

As pessoas que leram mais de vinte livros devem recordar que as ideologias tiveram fim ao término da Segunda Guerra Mundial e fundamentalmente quando Nikita Kruchev abriu a boca falando sobre Stálin e suas ‘atividades’.

Alguns autores citam que a ideologia marxista teria sobrevida somente em países subdesenvolvidos [que até hoje ninguém pode afirmar com certeza quais são estes países desenvolvidos se não estiver levantando bandeiras], isto significaria dizer também o Brasil.

E passado mais de setenta anos, em plena revolução 4.0 que também é difícil citar do que se trata com certeza, temos pessoas que defendem a título de reforçar seus dois livros lidos algo que só existe nos bancos escolares, a dominação cultural, seja a ideológica- política , seja a religiosa e seja também a da ignorância ideológico-partidário.

A incapacidade cognitiva de distinguir que os livros teóricos políticos e de políticas culturais são apenas instrumentos de manobras para quem detém o poder e suas múltiplas facetas, continua hoje em dia determinando o nosso modo de pensar e isto é a origem da fragilidade de sermos um país dependente em suas necessidades elementares. O quê temos para nos orgulharmos?

 

 

Recebido em

23-01-2019