O Fim da Cegueira?

 

Implante de retina dará visão artificial a pessoas cegas 

 

Detalhe do implante de retina, com 10.498 píxeis.
[Imagem: Chenais et al. – 10.1038/s43246-021-00133-2]

Visão artificial simulada

Preparando-se finalmente para testar seu protótipo em pacientes humanos, a equipe quer primeiro ter certeza de prover os melhores resultados possíveis, evitando falsas esperanças para os pacientes, que terão que correr todos os riscos de um implante invasivo.

“Ainda não estamos autorizados a implantar nosso dispositivo em pacientes humanos, uma vez que a obtenção da aprovação médica leva muito tempo. Mas criamos um processo para testá-lo virtualmente – uma espécie de solução alternativa,” conta Ghezzi.

Mais especificamente, eles desenvolveram um programa de realidade virtual que pode simular o que os pacientes veriam com os implantes, já que é muito difícil tirar conclusões de qualidade da visão em experimentos com animais.

Uma etapa importante foi verificar se 10.500 pontos de luz gerados pelos eletrodos na retina fornecem resolução boa o suficiente – e é justamente aí que o programa de realidade virtual entrou: “Nossas simulações mostraram que o número escolhido de pontos e, portanto, de eletrodos, funciona bem. O uso de mais não significa que entregaríamos quaisquer benefícios reais aos pacientes em termos de definição,” contou Ghezzi.

Detalhe do implante de retina, com 10.498 píxeis.
[Imagem: Chenais et al. – 10.1038/s43246-021-00133-2]

Visão artificial simulada

Preparando-se finalmente para testar seu protótipo em pacientes humanos, a equipe quer primeiro ter certeza de prover os melhores resultados possíveis, evitando falsas esperanças para os pacientes, que terão que correr todos os riscos de um implante invasivo.

“Ainda não estamos autorizados a implantar nosso dispositivo em pacientes humanos, uma vez que a obtenção da aprovação médica leva muito tempo. Mas criamos um processo para testá-lo virtualmente – uma espécie de solução alternativa,” conta Ghezzi.

Mais especificamente, eles desenvolveram um programa de realidade virtual que pode simular o que os pacientes veriam com os implantes, já que é muito difícil tirar conclusões de qualidade da visão em experimentos com animais.

Uma etapa importante foi verificar se 10.500 pontos de luz gerados pelos eletrodos na retina fornecem resolução boa o suficiente – e é justamente aí que o programa de realidade virtual entrou: “Nossas simulações mostraram que o número escolhido de pontos e, portanto, de eletrodos, funciona bem. O uso de mais não significa que entregaríamos quaisquer benefícios reais aos pacientes em termos de definição,” contou Ghezzi.

Todos esses experimentos demonstraram que a capacidade do sistema não precisa ser melhorada mais e que ele está pronto para os testes clínicos. Agora a equipe terá que esperar um pouco mais pelos trâmites legais, para que sua tecnologia possa ser implantada em pacientes reais.

Checagem com artigo científico:

Artigo: Photovoltaic retinal prosthesis restores high-resolution responses to single-pixel stimulation in blind retinas
Autores: Naïg Aurelia Ludmilla Chenais, Marta Jole Ildelfonsa Airaghi Leccardi, Diego Ghezzi
Publicação: Communications Materials
Vol.: 2, Article number: 28
DOI: 10.1038/s43246-021-00133-2

 

In:

https://www.diariodasaude.com.br/

06/04/2021