Não conhece a própria Noite

 

 

Não é tarefa fácil compreender o que acontece no Planeta na temporada atual da sociedade. Milhares de informações são criadas a cada minuto e este derrame nem por momento algum significa exatidão na própria mensagem.

Volta e meia alguns canais de televisão apresentam ou melhor, repassam filmes que marcaram época, ou fomos obrigados a acreditar que representavam alguma coisa marcante. E estes filmes analisados pelo conhecimento adquirido nesta dinâmica processual da própria sociedade, são simplórios. Quando não são filmes estóricos sobre fatos históricos, mostram os ideais que foram solidificados no decurso dos tempos que são o consumismo, a posse de bens e a vida feliz, seja lá que felicidade era aquela. Há uma linearidade palpável, no fim tudo é reconfortante, foi sofrido, mas a expectativa comum da sociedade prevalece.

Já os outros estilos de filmes sempre evidenciaram por caminhos distintos que um Bem vence o Mal. Há um mal a ser vencido.

Hoje não. Não há mais um Mal a ser vencido, hoje temos inúmeros Mal a ser compreendido para melhor descobrir que somos manipulados.

Se acreditarmos que a capacidade cognitiva da humanidade aumentos, não estamos errados, porém, se pensarmos que esses avanços estão associados a financiadores, não será errado compreendermos que há contrapartidas múltiplas nestes processos, alguém pagará a conta.

Alguns estudiosos sugerem que a quebra do tênue equilíbrio existente no Planeta aconteceu com a queda do muro de Berlim, é neste momento que um sistema político perde suas forças de controle de milhões de pessoas e o outro sistema político ainda não derrubado assume sua real posição, começa o processo de desmantelamento do Estado Social ou aquilo também conhecido como desregulamentação.

Esses processos guardam suas particularidades em cada continente do Planeta, mas nestes últimos quarenta anos a panorâmica é esta.

Associado a estes eventos, há o aumento populacional e das “ditas” conquistas culturais amplas e setoriais que na dinâmica multi-local e também temporal alimentam aquele sistema político que domina o Planeta, a exploração sem consequência maior para quem nele estiver inserido, dos meios ambientais, sustentáculo da vida humana.

Concomitantemente a essa realidade, a ciência diretamente relacionada no monitoramento do Planeta, começa a sinalizar, lá pelo idos dos anos 50 que a Terra não irá suportar a dinâmica exploratória que aumentou nos últimos setenta anos.

É agora que podemos encerrar esta contribuição ao primeiro parágrafo.

Milhares de informações servem também para esconder esta trama oculta nestas últimas décadas, O Planeta não suporta mais o ritmo humano predatório e as consequências estão surgindo dia após dia. Não se trata de alarmismo ambiental, não se trata de seguir estes sujeitos que estão nos cargos públicos só enchendo seus bolsos, se trata da desigual competição entre quem acesso as informações precisas sobre o Planeta e aqueles que não possuem este acesso, mas tem acesso ao futebol, religiões, culturas consumistas e outras coisas mais que escondem a real realidade do Planeta.

Em algum lugar está escrito que o Sistema disse, nosso modo de vida não está na pauta, ninguém caminha no escuro se não conhece a própria noite.

 

Recebido:

16 de dezembro 2020