Metade dos brasileiros tem problema urinário e não busca tratamento

Mudança de hábitos ajuda a melhorar os sintomas, dizem médicos

Mudando hábitos. Sabrina tem episódios de infecção urinária desde bebê e aprendeu a adotar alguns cuidados no dia a dia

Urgência e necessidade de fazer força para urinar, jato fraco e perda involuntária de urina: esses são alguns sintomas urinários mais comuns entre os brasileiros. Cerca de 70% dos homens e 60% das mulheres relatam ter esses sinais, mas não procuram tratamento adequado. O mais surpreendente é que a maioria poderia ser evitada apenas com mudanças de hábitos, segundo especialistas.

O resultado foi obtido por meio de um estudo inédito feito no país pela empresa Astellas Farma Brasil. Foram entrevistados mais de 5.000 homens e mulheres acima dos 40 anos. Além dessa descoberta, outros dados importantes foram revelados.

Um deles é que 50% do público feminino e 70% do masculino afirmam ter pelo menos um tipo de sintoma urinário recorrente. O urologista Cristiano Gomes, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), aponta as duas maiores razões para isso.

 

“As pessoas costumam achar que essa situação é comum apenas no envelhecimento. O outro motivo é que o problema urinário parece não ter importância ou não ter a capacidade de revelar um problema de saúde mais sério”, explica. Gomes afirma que, mesmo não sendo algo mais grave, esses sinais comprometem a qualidade de vida.

Apertada. É o que acontece com a bióloga Sabrina Lima, 27. Os episódios de infecção urinária são comuns e costumam afetar o dia a dia. “Começou quando eu era bebê e continua até hoje. Em todos os momentos da minha vida, eu fui prejudicada por causa disso. Seja a dor na relação sexual ou mesmo ter que ir para o hospital depois de uma crise de dor”, narra a jovem.

Ela já fez diversos tratamentos. “Sempre estou em busca de novidades para sentir menos dores e ter uma vida melhor”, diz Sabrina.

Nesses casos, a melhor forma de tratamento é a mudança de hábitos, garante o urologista Cristiano. “De primeira, vamos educar o paciente: ele pode urinar preventivamente para não passar aperto na rua; evitar irritantes vesicais como café preto, chás, álcool e frutas ácidas”, diz.

Caso não funcione, a segunda etapa, segundo ele, é com fisioterapia para fortalecer os músculos e inibir as contrações exageradas da bexiga. “Só em casos graves é que se recorre a remédios e cirurgias”, orienta.

Números

Mundo. A doença renal crônica atinge 10% da população mundial, segundo o Ministério da Saúde. Os primeiros sinais, geralmente, aparecem na hora de urinar.

Flash

Prevenção. “Os maiores sintomas que tenho são dor e queimação ao urinar e também durante as relações sexuais. Se eu beber álcool ou vacilar na alimentação, piora. Acaba se tornando um somatório de coisas”, conta a bióloga Sabrina Lima.

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09/10/17