De quem passa quatro anos afrontado nossa capacidade de paciência

 

 

Acervo: ni-rj-brasil.esy.es

 

É prática comum quando a sociedade brasileira comemora a passagem de um ano para outro ano, pelo mínimo em termos numéricos, surgirem as famosas retrospectivas do ano em todos os meios de comunicação.
Conforme vivemos nestes últimos meses várias possibilidades podem ser apontadas, todas com fortes apelos emocionais até aquelas com esperanças de algo melhor, não para todos, mas para uma reduzida parcela de brasileiros.
O número de mortos pelas variantes da Covid19 não cria mais aquela ilusão de pavor noturno quando anunciado pelas redes de televisão e que já chegou a mais de seiscentos mil. O contraponto a estes momentos angustiosos foram gradativamente substituídos pelos términos das várias competições futebolísticas com a liberação para o acesso do público torcedor.
As atividades econômicas continuaram e conforme as publicações especificas com inúmeras compras de empresas de médio e grande porte em diversas áreas; o comercio varejista sobreviveu à sua maneira.
E a população, bem a população é um assunto mais amplo e complexo, pois estamos falando, no caso escrevendo, sobre algo não caracterizado plenamente, pois há dezenas e ou milhares de situações que englobam um elevado número de desconhecidos que não existem oficialmente ou não considerados. Esta é a definição de população, algo difuso não rastreável pelas câmeras de vigilância em cada esquina.
Portanto, apenas como uma seleção de fatos que atendem objetivos predeterminados, ideológicos ou políticos não mais importam, tais retrospectivas são os exemplos evidentes da manipulação que a sociedade como um todo sofre anualmente, é a síntese desta batalha já abordada numa coluna específica desta Revista, as lutas pelas Narrativas hegemônicas ou quase fascistas no sentido histórico desta acepção.
Com isto tudo podemos compreender sem sombras de dúvidas o circo de horror que se tornou a vida politica nas três esferas administrativas deste país.
No ínicio desta crônica escrevemos “…até aquelas com esperanças de algo melhor, não para todos, mas para uma reduzida parcela de brasileiros”, ou seja, com o aumento da pobreza, com as ausências mínimas das condições humanitárias [ saúde, alimentação, transporte cultura, etc.] para o restante dos brasileiros, quem lucrou e muito bem foram as empresas econômicas politicas, conhecidas com partidos políticos que além do aumento injustificável do fundo partidário, criaram as federações partidárias e o tal orçamento secreto uma afronta a qualquer pagador de impostos neste país.
E o mais grave, logo logo seremos bombardeados por estas mesmas empresas politicas com as conversas que não produzem nada de novo, apenas as mesmas ladainhas de décadas, mas, por um conchave do destino somos obrigados a nos sujeitar a essas narrativas demagógicas de quem passa quatro anos afrontado nossa capacidade de paciência.
recebido
03 de janeiro de 2021