Brasil desenvolve biomaterial para implantes oculares

Tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros oferece maior área de contato do implante e menos risco de deslocamento intraocular.
[Imagem: Tatiane Liberato/UFSCAR]

Biossilicato

Um material vitrocerâmico capaz de devolver o volume perdido do globo ocular de pessoas portadoras de doenças como tumor, trauma ou glaucoma.

Esta é a tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

A tecnologia foi patenteada e possibilitará a realização de cirurgias preservando maior quantidade de tecido ocular necessário para o ser humano.

Quando, por algum motivo de saúde, o conteúdo ocular é retirado de uma pessoa, sua visão é completamente perdida. Não é possível realizar intervenções para que o paciente volte a enxergar, mas é necessário substituir o volume do globo ocular afetado por um implante, preservando o convívio social do paciente sem o constrangimento de outras pessoas perceberem a cirurgia ou o uso da prótese.

Uma das principais características desta nova tecnologia é a geração de um material integrável, ou seja, capaz de criar adesão ao tecido macio do paciente e, com isso, oferecer menos risco de perda e deslocamento do implante intraocular. A adesão de uma cerâmica cristalina sintética aos tecidos moles (cartilaginosos) ainda não era possível até o surgimento desse material, denominado biossilicato.

O desenvolvimento do material foi coordenador pelos pesquisadores Oscar Peitl Filho e Edgar Dutra Zanotto, da UFSCar, e Silvana Artioli Schellini e Simone Milani Brandão, da Unesp.

O grupo aguarda o interesse de empresas que possam produzir a tecnologia em escala industrial, principalmente para pacientes do SUS, sendo também uma opção para o sistema de saúde privada com diferencial inovador e sem concorrentes no mercado.

In:

http://www.diariodasaude.com.br

05/0006/2018