BANCO ASIÁTICO DE INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURA

 

O Banco Asiático de investimento em Infraestrutura [BAII] espera destravar  em breve sua atuação no Brasil. Instituição multilateral de desenvolvimento liderada pela China, o banco tem dado passos em vários países rivalizando com o Banco Mundial no papel de financiador de obras de infraestrutura. Para começar a fornecer crédito a projetos no Brasil, porém o banco precisa que o país ratifique sua participação como um dos seus membros fundadores.

O vice presidente do BAII, Joachin Von Amsberg, explica: “quando o Brasil ratificar sua participação, nos podemos começar imediatamente a financiar projetos privados ou públicos no país, principalmente em infraestrutura para comércio, como portos, ferrovias, rodovias e em energia renovável. Podemos investir no dia seguinte US$ 100 milhões sem nenhum problema, se houver algum projeto interessante”.

O Banco, sediado em Xangai, foi uma iniciativa de Pequim em 2015 e logo teve adesão de 57 países fundadores- entre eles o Brasil. O objetivo era atender a demanda por infraestrutura pelo mundo, fazendo frente do Banco Mundial, sobre o qual os EUA e aliados ocidentais tem maior proeminência.

O BAII tem a China como seu maior acionista, com uma fatia de 26% de seu capital. A Índia é o 2% maior acionista; a Rússia, o terceiro; Alemanha, o quarto; e a Coréia do Sul, o quinto. O banco tem hoje 100 países acionistas- dos quais 75 já são formalmente membros.

Bancos e agencias de fomento no Brasil dizem que a estreia do BAII no país representaria uma nova fonte de financiamento. Segundo a carta assinada pelo presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento, Perpétuo Socorro Cajazeira: “ a custo de captação mais competitiva dado o rating de longo prazo do BAII”. Na carta, a entidade manifesta apoio ao projeto de decreto legislativo 1158/18 que permite a ratificação do Brasil no BAII.

De acordo com Sérgio Gusmão Suchodolski, presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais [BDMG], a participação do Brasil no capital do banco é pequena, US$ 1 mlhão, e a ratificação da entrada do país abre a porta para um volume elevado de financiamentos.

In:

Jornal Valor Econõmico

8 de novembro de 2019