As Escolas e a Meditação da Atenção Plena

 

 

Meditação da atenção plena deveria ser ensinada nas escolas, dizem cientistas

Além de melhorar o rendimento escolar e melhorar o raciocínio em apenas quatro dias, a meditação pode ser tão boa quanto as férias.
[Imagem: Cortesia Janaina de Lima/Wikimedia]

Atenção plena

Dois novos experimentos realizados por pesquisadores do MIT (EUA) indicam que a atenção plena – a prática de focar a atenção no momento presente – melhora o desempenho acadêmico e a saúde mental dos alunos do ensino médio.

Os pesquisadores descobriram que uma maior atenção se correlaciona positivamente com um melhor desempenho acadêmico, menos suspensões na escola e menos estresse.

“Por definição, atenção plena é a capacidade de focar a atenção no momento presente, em vez de se distrair com coisas externas ou pensamentos internos. Se você está focado no professor à sua frente ou na lição de casa à sua frente, isso vai ser bom para aprender,” destaca o professor John Gabrieli, coordenador das duas intervenções avaliadas.

Os pesquisadores também mostraram, pela primeira vez, que o treinamento da atenção plena pode alterar a atividade cerebral dos estudantes.

Os alunos da sexta série que receberam treinamento em atenção plena – também conhecida como meditação da mente alerta – não apenas relataram sentir-se menos estressados, como suas varreduras cerebrais revelaram uma ativação reduzida da amígdala, uma região do cérebro que processa o medo e outras emoções, ante imagens que inspiravam medo.

Meditação na escola

No geral, os resultados indicam que oferecer um treinamento em atenção nas escolas pode beneficiar muitos alunos.

“Acreditamos que existe uma possibilidade razoável de que o treinamento em atenção plena seja benéfico para as crianças como parte do currículo diário da sala de aula. O que também chama a atenção na atenção plena é que existem maneiras bem estabelecidas de ensiná-la,” disse Gabrieli.

Checagem com artigo científico:

Artigo: Mindfulness training reduces stress and amygdala reactivity to fearful faces in middle-school children
Autores: Clemens C. C. Bauer, Camila Caballero, Ethan Scherer, Martin R. West, Michael D. Mrazek, Dawa T. Phillips, Susan Whitfield-Gabrieli, John D. E. Gabrieli
Publicação: Behavioral Neuroscience
DOI: 10.1037/bne0000337

 

In:

https://www.diariodasaude.com.br

16/10/2019