A PESCA COMERCIAL

A Pesca comercial chega a metade dos oceanos e a China lidera

De acordo com a reportagem do Jornal Valor Econômico do dia 23 de fevereiro de 2018, baseado nos dados recolhidos e analisados ao longo de cinco anos pela Global Feshing Watch, organização sem fim lucrativo que monitora operações de pescas. Eles representam o panorama mais amplo de onde e com que frequência os navios pesqueiros operaram no mundo.

O Estudo, que está sendo publicado na revista “Science” analisou dados de mais de trinta mil navios pesqueiros.

De acordo com os pesquisadores a China tem o maior e mais ampla operação pesqueira do mundo, ultrapassando os outros dez maiores países juntos.

Os navios da China acumularam aproximadamente 17 milhões de horas de pesca em 2016, a maioria na costa sul do país, mas também em locais tão distantes como a África e a América do Sul. A segunda maior operação é de Taiwan, com 2,2 milhões de horas de pesca. Cinco países respondem por 85% da atividade pesqueira, medida em termos de horas de pesca no mar.

De acordo com David Kroosdma, diretor de pesquisas e desenvolvimento da Global Fishing Watch e principal autor do estudo: “ o alcance da frota chinesa é ainda maior do que aparece”

Conforme a reportagem a frota da China é a maior e ocupa águas distantes, mas nem sempre são bem recebidas em diversas áreas e no ano passado barcos de pesca chineses foram confiscados ao largo do Senegal, da Guiné, da Serra Leoa e da Guiné Bissau por pesca ilegal em suas águas territoriais. Em 2016, a guarda costeira argentina afundou um pesqueiro chinês que estava pescando ilegalmente em suas águas territoriais.

As águas da costa chinesa, e as do norte e do sul da Europa, são as mais duramente exploradas pela pesca, segundo o Estudo.

De acordo com a reportagem do Jornal Valor Econômico. David Kroodsma explica que os próximos passos serão descobrir como os dados podem ser explicados a  política e pesquisas adicionais. E completa dizendo que os pesquisadores estão comparando mapas de diferentes espécies de peixes com áreas onde várias frotas operam. E encerram lembrando: “As pessoas exploram os oceanos há mais de 40 mil anos. Mas somente agora podemos ter realmente um bom quadro da situação”.

In:

Jornal Valor Econômico

23 de fevereiro de 2018.