A DITA CULTURA RAIZ

 

Compreender a evolução no sentido sociocultural de um país como o Brasil já foi motivo de milhares de Estudos, seja na áreas das ciências humanas, econômicas, políticas, jurídicas e muitas outras nem sempre enfatizadas, como por exemplo, a desportiva e suas nuances ou estilos.

Nossa ênfase nesta Coluna enfatizará por necessidade absoluta de sobrevivência a área mais popular, aquilo que muitos estudiosos chamaram de Cultura Nativista; outros de Folclore e mais recentemente num misto de deboche, típico do povo brasileiro, a Cultura Raiz.

Independente da perspectiva, a evolução temporal a sociedade brasileira esteve associada à ênfase religiosa, principalmente  a jesuíta que moldou a ferro e fogo nossa base imaginária, tanto assim é que a primeira universidade foi criada séculos depois da dominação territorial. Os manuais de História estão ai para exemplificar melhor esta questão.

Mas para esta coluna o importante é enfatizar que neste processo todo tivemos espalhado nestes rincões do território nacional como a base inicial o conhecimento das centenas de etnias nativas que dominavam à sua maneira o espaço geográfico que recebeu outras etnias externas durante este período de 519 anos.

Além das denominações das características espaciais e seus componentes da flora e fauna, esses conhecimentos das etnias nativas foram moldados, adaptados à dos espanhóis, portugueses, holandeses, franceses, africanos e nos dias atuais a todas as etnias do Planeta.

Conseguir distinguir todas as nuances deste processo, assim como suas nuances em todos os lugares do país é tarefa impossível, uma vez que este processo não é homogêneo, não desenvolveu se de maneira semelhante e fundamentalmente não há uma necessidade cultural por parte dos órgãos públicos desta realidade, pelo contrário, o país possui uma necessidade bestial em globalizar-se e como proposta a esta globalização apresenta-se, independentemente da ideologia política vigente, apenas como um país caricato, enfatizando-se pelas diretrizes dos centros hegemônicos.

Este reflexo majoritário está historicamente relacionado a fatores econômicos como determinantes, ou seja, a exportação das riquezas da flora e dos recursos minerais. Esta dependência às economias europeias, norte americana e atualmente asiáticas trouxeram em contrapartida manifestações culturais que foram readaptadas aqui no imaginário local do eixo Rio/São Paulo e posteriormente aos estados do Sul e ao Estado de Minas Gerais.

Somente nas últimas décadas três décadas, por questões mercadológicas e mesmo de acesso o Nordeste e Norte foram contemplados em latu sensu. Na época que o Rádio era  o instrumento de dominação cultural interna no país, era comum ouvirmos, provavelmente no sentido do deboche, que determinado artista “tinha estourado no Norte”

Este é o exemplo básico do desenvolvimento processual daquilo que hoje vive com o nome de cultura neste vasto continente. A cultura global acessando  os rincões brasileiro e a cultura dita brasileira, ainda fruto da ideia exposta no parágrafo anterior, tentando sobreviver. Mas, pior ainda é a situação da Dita Cultura Raiz…..