26-01-2018

Estas duas últimas semanas no plano virtual, espaço que não reflete a realidade cotidiana e por isto mesmo é seguido por milhões de pessoas, algumas preocupações se fizeram presentes: as noticias falsas, a temporada mortal para muitos através dos mosquitos e a condenação de um ex-presidente da Perplexa Província.

Se causar surpresa para os leitores desta Revista Digital Ao Mundo Nova Iguaçu-rj-brasil a ênfase dada nestes últimos dias sobre a febre amarela é por que sabemos que somos esquecidos, e para isto existem alguns que lembram que já fazem muitos verões que o brasileiro é atacado por mosquitos malvados que mataram centenas de nossos conhecidos e aqueles que deveriam ser os responsáveis por estas lágrimas derramadas fora de hora, bem, eles estão soltos por ai, assim como os mosquitos.

Outro tema também comentado foi  “as noticia falsas”. “Notícias falsas” são como tudo na vida momentos peculiares de um determinado escolhido por alguns para ser o ‘podre do momento’. Vamos pensar: ninguém se interessa por aquele sujeito que dorme toda à noite na Praça da Liberdade, mas alguém outro é escolhido para ser o líder de um programa na TV e logo-logo será noticia nesta Perplexa Província. É o caso do Ministério do Trabalho, todos sabem que não é notícia falsa o quê acontece em Brasília, mas ninguém também quer saber quem são os criadores destas “notícias falsas”, afinal, quantos podem levantar a mão e afirmar alguma verdade nesta Perplexa Província.  Precisamos compreender que não há mais a Verdade, a Verdade foi um adjetivo criado para iludir, enganar e domesticar você querido leitor. O Tempo não aceita somente um caminho, ainda mais nesta Perplexa Província onde os caminhos nem todos são de terra batida.

E finalmente, o que na verdade será um longo caminho de besteiras, tivemos a vitória ou derrota, dependendo da bandeira que cada um carrega escondida, um ex-presidente perdeu de três a zero na pretensa de ser um herói.

Obviamente que herói naquela acepção clássica dos livros de 50-60 anos atrás, não nos dias atuais, ou seja, herói que não precisava andar com guarda-costas. Mas no mundo virtual e naquele ambiente político dos últimos dois séculos este tema renderá opiniões que não necessariamente serão importantes para o nosso dia – dia. Afinal não estamos falando da realidade cotidiana quando pensamos em política, mas sim quando falamos dos aumentos de combustíveis, do cafezinho, quando descobrimos que um garrafa de água  custa quase que o mesmo de uma cerveja, quando descobrimos que perdemos duas horas para irmos trabalhar todo dia, imagina se pensarmos na volta para casa, isto tudo e muito mais aquilo outro é a nossa realidade cotidiana, “noticias falsas”, mosquitos e fim de heróis não fazem parte desta realidade secular, é este, por mais paradoxal que possa ser o encanto ou a tristeza desta Perplexa Província.