15.10.2018

 

Conforme já assinalamos em vezes anteriores, esta Perplexa Província acaba sendo uma encomenda melhor que a esperada.

Esta eleição para presidente, governador e outros cargos mostrou com todas as letras e imagens que algo esta acontecendo independente dos milhares de ‘entendidos’ espalhados nesta Perplexa Província.

Até bem pouco tempo atrás tivemos o primeiro alerta que havia algo errado naqueles que apareceram bem arrumadinhos nas imagens de TVs abertas e pagas falando sobre futebol nativo na principal competição deste Planeta.

Como falaram besteiras, craques deslumbrantes, chutes preciosos e um técnico tipo autoajuda foram estudados, explicados, idolatrados. Na reta final desta competição todos ficaram impressionados quando descobriram que foram enganados por aqueles arrumadinhos que apareceram nas imagens das TVs. A Perplexa Província aguentou firme por que não podia fazer nada.

Agora, nos últimos cinquenta dias apareceram outra coletânea de arrumadinhos [nem todos diga se de passagem] nas imagens de TVs mostrando se como salvadores desta Perplexa Província, como se assim existisse tal personagem. Fora o ridículo de tal temporada, ainda fomos atingidos pelas conversas, explicações absurdas daqueles que receberam o título de analistas ou repórteres políticos, nomeações estas que não representam absolutamente mais nada, apenas uma lembrança que desaparecerá em breve nesta Perplexa Província.

Esta eleição, além de sepultar ilustres moribundos da vida pública, famílias tradicionais da jogatina política e personagens de caráter dúbio, mostra que os meios de comunicações tradicionais [rádios, TVs e jornais] também perderam seu caráter de neutralidade, se é que alguma vez tiveram, pois em verba pública todos querem colocar as mãos.

E assim sendo, esta Perplexa Província pode tornar se novamente Perplexa sob novas perspectivas, pois sem ser percebido por aqueles que se auto intitularam ‘entendidos’ a maioria silenciosa de 2013 mostrou que quando é hora ela não espera acontecer.

Ela acontece.

Só a possibilidade de olharmos para ‘intelectuais’, ‘artistas’ e ‘entendidos’ e sabermos que eles são apenas absolutamente nada, apenas serviçais de uma ideologia qualquer é algo que torna fascinante, apesar de todos os perigos, olharmos para a Perplexa província e pensarmos que ainda é possível recomeçar, apesar de tudo e de todos.