02-03-2018

Passado alguns dias da surpresa proposta pelo governo federal ao Estado do Rio de Janeiro, escutando as pessoas falarem e lendo os “inúmeros especialistas” que apareceram do nada nos jornais, rádios, tevês e fundamentalmente nas mídias sociais mais contemporâneas percebemos que ainda, por mais incrível que possa parecer, estamos com a mentalidade de décadas passadas nesta Perplexa Província.

Qualquer que seja a proposta que venha do governo central terá como contra partida os velhos slogans que não representam nada, apenas ideologias já gastas pela marisia do Atlântico, mas que teimam em ocultar problemas mais sérios desta Perplexa Província.

Tentando resumir em muito os problemas mais sérios que estão ocultos nesta dita intervenção do Exército Brasileiro no Estado do Rio de janeiro, e torcemos que não seja apenas na capital, podemos apontar alguns básicos.

Há quanto tempo à população fluminense vive sob a tensão de assaltos, invasões de favelas e arrastões. Quem não lembra os arrastões nas praias da capital, dos arrastões na Avenida Brasil, na Rodovia Presidente Dutra e em qualquer outra via de circulação tipo Linha Amarela, Linha Vermelha e mesmo no Arco Rodoviário. Isto tudo para não falarmos nos inúmeros assaltos diários e noturnos que campeiam pelo Estado. Por mais que você force sua memória sempre terá um mais antigo. Esta realidade encaminha para outro slogan já surrado pela hipocrisia ideológica, os Direitos Humanos.

Ninguém por menos informado que seja pode falar em Direitos Humanos numa Perplexa Província onde se trabalha quase meio ano para pagar impostos, quase meio ano pagando impostos que pelo andar destes últimos anos foram surrupiados por quem deveria servir de exemplo.

Não estendendo se muito num tema tão palpitante, vamos pensar da seguinte maneira: você, querido leitor, sente-se seguro em andar pela cidade? Esta é a questão primordial, podemos sair de casa acendendo vela ou oferecendo qualquer agrado nas encruzilhadas, mas voltar para casa não sabemos, esta é a realidade nua e crua. O resto, como diziam os mais antigos, é conversa para boi dormir. Ou seja, vocês lembram de alguém dos lugares mais afastados dos centros municipais sendo entrevistados pelas mídias tradicionais ou pelas mais contemporâneas falando sobre o horário que tem de estar em  casa, dos fins de semanas que não podem sair após determinado horário, e poderíamos   citar outros exemplos. Vocês conseguiram lembrar de alguém falando isto ?

Agora, das “figurinhas carimbadas” que falam sem conhecimento pleno ou falam para vender ideologias que o Oceano Atlântico já corroeu vocês ouviram e viram inúmeras vezes, não foi?

Não se trata de ser a favor ou contra, isto já está cheio de “especialistas” tentando vender suas visões ideológicas, trata se apenas e tão somente apenas, já que vivemos quase seis meses pagando caro para poder circular por aí, de termos a certeza que vamos sair de casa e poder voltarmos sem sofrer nada na nossa integridade física e psicológica. E para encerrarmos, vale recordar, ainda nem começou efetivamente a tal intervenção, ninguém sabe como será e onde será, mas isto é o encanto absurdo desta Perplexa Província, termos palpiteiros em demasia.